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Refrigerante é uma família de bebidas não-alcoólicas e não fermentadas, fabricadas industrialmente, à base de água mineral e açúcar, podendo conter edulcorante, extratos ou aroma sintetizado de frutas ou outros vegetais e gás carbônico. Neste grupo, encontra-se também a água tônica. No século XVI, a fabricação e a elaboração dos refrigerantes eram exclusivamente realizadas por farmacêuticos que, devido aos seus conhecimentos de química e medicina, produziam e comercializava como produtos farmacológicos[1]

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Produção


Ingredientes

Os ingredientes que compõem a formulação do refrigerante são: água, açúcar, concentrados, acidulante, antioxidante, conservante, edulcorante (nas versões de baixas calorias, ou seja light e diet) e dióxido de carbono.[3]

Água

Primeiramente os fabricantes realizam um tratamento próprio e rigoroso da água a ser utilizada no processo, para tanto, são realizadas filtragens ou outras operações para garantir a pureza da água. Esta água deve se enquadrar em alguns padrões estabelecidos como: baixa alcalinidade, controle do excesso de sulfatos, cloretos, ferro, cobre e manganês, eliminação de cloro e fenóis, além de possuir padrões microbiológicos adequados.[3]

Açúcar

O segundo ingrediente em quantidade com cerca de 11% (m/m), é o açúcar. Este ingrediente confere o sabor adocicado, encorpa o produto, juntamente com o acidulante, fixa e realça o paladar e é fornece energia. A sacarose é o açúcar normalmente usado.[3]

Concentrados

Depois, acrescenta-se um concentrado que dá as características de sabor, cor e aroma. São compostos por extratos, óleos essenciais e destilados de frutas e vegetais.[3] Bebidas com sabor de frutas, nesta fase podem receber uma quantidade de suco natural.

Acidulantes

Os acidulantes possuem a função de regular a doçura do açúcar, realçar o paladar e baixa o pH da bebida, inibindo a proliferação de microorganismos. Todos os refrigerantes possuem pH ácido, variando de 2,7 a 3,5 em função da bebida. Na escolha do acidulante , o fator mais importante é a capacidade de realçar o sabor em questão. Os principais acidulantes usados em refrigerantes são o ácido cítrico, o ácido fosfórico e o ácido tartárico.[3]


Antioxidantes

Previnem a influência os proxessos oxidativos na bebida. Os aldeídos, ésteres e outros componentes do sabor são susceptíveis a oxidações pelo oxigênio do ar durante a estocagem, processos que são acelerados pela luz solar e calor. O ácido ascórbico é o mais usado.[3]

Conservantes

Os conservantes inibem o desenvolvimento de microorganismos acidófilos ou ácido-tolerantes que provocam turbidez e alterações no sabor e odor. Os principais usados em refrigerantes são os ácidos benzóico e sórbico. O ácido benzóico (INS 211) atua praticamente contra todas as espécies de microorganismos, tem ação em pH 3, além de ser barato e bem tolerado pelo organismo. Como esse ácido é pouco solúvel em água, é utilizado na forma de benzoato de sódio. O teor máximo permitido no Brasil é de 500 mg/100mL de refrigerante (expresso em ácido benzoico). O ácido sórbico (INS 202) ocorre no fruto da Tramazeira (Sorbus aucuparia). É usado como sorbato de potássio e atua mais especificamente sobre bolores e leveduras. Sua ação máxima é em pH 6. O teor máximo permitido é 30 mg/100mL (expresso em ácido sórbico livre).[3]

Edulcorantes

São usados nas bebidas de baixa caloria para conferir sabor doce em substituição à sacarose. Estas bebidas seguem os padrões de identidade e qualidade das bebidas correspondentes, com exceção do teor calórico.[3]

Dióxido de Carbono (gás carbônico)

A carbonatação provê características importantes ao produto como o realce do paladar e a aparência da bebida. Sua ação refrescante está associada à solubilidade dos gases em líquidos, que diminui com o aumento da temperatura. Como o refrigerante é tomado gelado, sua temperatura aumenta do trajeto que vai da boca ao estômago. O aumento da temperatura e o meio ácido estomacal favorecem a eliminação do CO2, e a sensação de frescor resulta da expansão desse gás, que é um processo endotérmico.[3]

Após, os mesmos precisam juntar a água (H2O) e o dióxido de carbono (CO2), em um aparelho chamado carbonizador.[4]

Quando esses dois compostos se misturam há uma reação química em que a água dissolve o CO2, dando origem a uma terceira substância, o ácido carbônico (H2CO3), que possui estado líquido (CO2 + H2O → H2CO3).

O Ácido carbônico é um ácido inofensivo e se decompõe em bolhas de Dióxido de carbono, restando somente água, por isso, quando deixamos aberta uma garrafa de refrigerante, com o tempo, ela “fica sem gás”.[4][5]

Para aumentar a pressão interna e conservar a bebida, o fabricante resfria o refrigerante e insere uma dose extra de CO2 dentro da embalagem no momento do envasamento.

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Consumo

No Brasil

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde do Brasil, o número de pessoas que está passando a consumir refrigerantes regularmente está aumentando. No ano de 2008, a porcentagem de brasileiros era de 24,6%. A pesquisa realizada no final do ano de 2009 mostrou um aumento para 27,9%.[6][7]

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR), mostram que o consumo de refrigerantes no Brasil aumentou. No ano de 2008, o volume total foi de 14.148.363 milhões de litros e no ano de 2009, passou para 14.339.322 milhões de litros, um aumento de 1,35%.[8]

Em Portugal

Segundo dados da Associação Nacional dos Industriais de Refrigerantes e Sumos de Fruto (ANIRSF), o consumo de refrigerantes está em queda.[9] No ano de 2006, o volume total consumido foi de 838,9 mil litros. Dois anos após, em 2008 o país consumiu 827,8 mil de litros de refrigerantes, uma queda de 1,32% ou 11,1 mil litros de refrigerantes em relação ao ano de 2006.


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Sabores de refrigerantes

No Brasil

Os sabores de refrigerantes mais conhecidos e consumidos no Brasil são os de cola, guaraná, laranja, limão e uva.

Segundo a BDO Trevisan, "o mercado nacional de bebidas é representado por 238 empresas em atividade, [...]. Grande parte é de empresas familiares e centenárias, que sobrevivem dentro de suas respectivas regiões, perto da comunidade e contribuem com o desenvolvimento local."[10] Desta forma há o surgimento de sabores exóticos regionais:

A marca Frutty, de Minas Gerais, fabrica um refrigerante sabor de abacaxi.[11] Já no interior de São Paulo há o Guaracatu da empresa Arco Íris, que mistura guaraná com catuaba.[12] No Mato Grosso, o refrigerante TabaGut de Tutti-Frutti da empresa GutGut.[13]

No estado do Maranhão, é encontrado um refrigerante rosa, o Guaraná Jesus, que possui sabor doce que lembra cravo e canela, agora uma das marcas da The Coca-Cola Company.[14] Em Minas Gerais existe a empresa Del Rey que possui refrigerantes nos sabores Mate e Tangerina.[15]

A empresa Ferráspari de Jundiaí, interior de São Paulo possui um refrigerante de pêssego. A marca Bonanza, por sua vez, fabrica entre vários, os sabores de framboesa, guaraná com açaí, maçã, maracujá, frutas tropicais e pomelo.[16]

No Estado do Paraná, há o refrigerante Gengibirra, da empresa Cini, com sabor de gengibre.[17]

Em Santa Catarina, são comuns os refrigerantes de laranjinha, que é uma fruta cítrica um pouco mais ácida em relação à laranja, e de framboesa. Várias marcas disputam o mercado, mas as regionalmente mais famosas são a Thom e a Max Wilhelm, ambas de Blumenau.[18][19]

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Legislação

Brasileira

No Brasil, a indústria de refrigerantes cumpre as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através do Decreto nº 6.871, de 4 de junho de 2009, regulamenta a Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre padronização, classificação, registro, inspeção, produção e fiscalização de bebidas.[20]

Segundo o Capítulo VII, sobre a Padronização das Bebidas, em seu Capítulo 23, ‘’refrigerante é toda bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou extrato vegetal de sua origem, adicionada de açúcar’’. Já, o Artigo 25 diz também que ‘’Água tônica de quinino é o refrigerante que contiver, obrigatoriamente, de três a sete miligramas de quinino ou seus sais, expresso em quinino anidro, por cem mililitros de bebida’’.[20]

Em Lei [20], o refrigerante que possuir no rótulo a inscrição com o sabor de:

  • Cola deverá conter semente de noz de cola ou extrato de noz de cola do gênero Cola Acuminata;
  • Guaraná deverá conter, obrigatoriamente, uma quantidade mínima de dois centésimos de grama de semente de guaraná do gênero Paullinia ou seu equivalente em extrato, por cem mililitros de bebida;
  • Laranja, tangerina e uva deverão conter, obrigatoriamente, no mínimo, dez por cento em volume do respectivo suco na sua concentração natural;
  • Limão deverá conter obrigatoriamente, no mínimo, dois e meio por cento em volume de suco de limão;
  • Maçã deverá conter, no mínimo, cinco por cento em volume em suco de maçã.
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Portuguesa

Em Portugal, a indústria de refrigerantes cumpre as normas estabelecidas pelo Decreto Lei nº 288/94, de 14 de novembro, que foi posteriormente regulamentado pela Portaria nº 703/96, de 6 de dezembro.[21]

Segundo a lei, os refrigerantes de sumo ou polme de frutos que possuir no rótulo a inscrição com o sabor de:

  • Ananás, Morango, Toranja, Limão e frutos ácido deverão conter obrigatoriamente, no mínimo, seis por cento em volume de sumo das respectivas frutas.
  • Laranja deverá conter obrigatoriamente, no mínimo, oito por cento de sumo de laranja.
  • Alperce e Pêssego deverão conter obrigatoriamente, no mínimo, doze por centro de sumo dos respectivos frutos.
  • Maçã, Pêra e Uva deverão conter obrigatoriamente, no mínimo, dezesseis por cento de sumo dos respectivos sumo frutos.
  • outros frutos e miscelânea de frutos deverão conter obrigatoriamente, no mínimo, dez por cento em volume do respectivo sumo.
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Cronologia

  • 1772 – O químico inglês Joseph Priestley criou uma forma de gaseificar a água, injetando gás carbônico na água mineral.[1]
  • 1871 – Surge a indústria do refrigerante propriamente dita, nos Estados Unidos, com o lançamento do primeiro refrigerante com marca registrada, a Lemon's Superior Sparkling Ginger Aleã.[22]
  • 1886 – John Stith Pemberton, um farmacêutico de Atlanta (EUA), cria a Coca-Cola.[23]
  • 1893 – Caleb Davis Bradham, farmacêutico da Carolina do Norte (EUA), inventa a bebida "Brad's Drink".
  • 1898 – A "Brad's Drink" fica oficialmente conhecida por "Pepsi-Cola".
  • 1905 – O médico Luiz Pereira Barreto, nascido no município de Resende no Estado do Rio de Janeiro, elaborou um método de processamento da fruta Guaraná, possibilitando assim transformá-la em xarope.
  • 1906 – É lançada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a primeira linha de refrigerantes industrializados. A linha incluía a Limonada Gazosa, o Guaraná Cyrilla e a Água tônica de Quinino.[24]
  • 1912 – Iniciada a produção da Soda Limonada Antarctica no Brasil.
  • 1918 – A Brahma lança a Soda Limonada.
  • 1920 – O farmacêutico brasileiro Jesus Norberto Gomes, em São Luís do Maranhão cria o Guaraná Jesus, um refrigerante sabor canela.
  • 1921 – Antarctica lança o Guaraná Antarctica Champagne.[25]
  • 1930 – O químico americano Roy elabora a fórmula para refrigerante gasoso com sabor de uva, batizado de Grapette. Brahma lança Soda Laranjada.
  • 1939 – É fundada a Schincariol, em Itu (SP), que fabricava a Itubaína sabor Tutti-Frutti.[26]
  • 1941 – A Coca-Cola começa a ser produzida em Recife.[24]
  • 1948 – Chega ao Brasil o primeiro refrigerante sabor uva (Grapette).[27]
  • 1949 – A empresa Kirst&Companhia e Vontobel lançam o refrigerante Laranjinha.
  • 1953 – Chega ao Brasil a Pepsi-Cola.[24]
  • 1964 – É lançado a Fanta Laranja.[24]
  • 1971 – A Antarctica inicia o plantio do fruto guaraná na Fazenda Santa Helena. Coca-Cola lança a Fanta Uva. É lançado o refrigerante com a marca Fruki.[28]
  • 1972 – A Brahma lança a Sukita e a Gasosa Limão. É lançada a primeira garrafa personalizada de vidro incolor (anteriormente os vidros eram âmbar).
  • 1975 – Nos Estados Unidos, a garrafa de plástico com tampa de rosca é testada.
  • 1976 – A Brahma lança a garrafa de um litro de refrigerante.
  • 1977 – Antarctica lança o Pop Laranja.[24]
  • 1984 – É lançado o Sprite sabor limão.[24]
  • 1988 – A Coca-Cola lança a tampa de rosca. Lançadas em todo o Brasil as embalagens garrafa retornável de 1 litro. A empresa brasileira Dolly, lança o primeiro refrigerante Diet do Brasil. [29]
  • 1990 – Lançada a Fanta Laranja Diet.
  • 1992 – Chegam ao Brasil máquinas de refrigerante automatizadas por fichas (Coke Machines). É lançado no Brasil o Sprite Lima Limão. Coca-Cola comemora os seus cinqüenta anos deBrasil.[24]
  • 1995 – Lançada a primeira máquina de refrigerante no Brasil que aceita notas de R$1,00. É lançado nacionalmente o refrigerante Teem Limão.[30]
  • 1997 – Coca-Cola lança o primeiro refrigerante Light a ser comercializado no Brasil. Lançado o GuaranáKuat. Brahma Lança o primeiro guaraná Light do Brasil.
  • 1998 – Lançada a Pepsi Light.[24]
  • 2002 – É lançado o refrigerante Pepsi Twist, que mistura os sabores de cola e limão
  • 2004 – Coca-Cola lança Fanta Mix, que mistura os sabores laranja e tangerina.
  • 2007 – Coca-Cola lança a Coca-Cola Zero.
  • 2008 – Lançada a Pepsi Twist 3, refrigerante zero açúcar e 3 calorias.[24]
  • 2010 – Coca-Cola lança no Brasil a PlanBottle, primeira garrafa PET produzida a partir da cana-de-açúcar e que diminui em 25% a emissão de CO2 durante a fabricação.[31]
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Cuidados

  • Como em qualquer produto industrializado, sempre verifique no rótulo a Data de Validade, pois em latas, a validade varia de três meses para as versões diet e light e de seis meses para as versões tradicionais de refrigerantes. Já nas garrafas PET, o prazo de validade corresponde à metade do tempo.
  • Na hora da compra, verifique se o mesmo encontra-se em ambiente adequado, isto é, não exposto ao sol e longe de produtos de limpeza;[32]
  • Os refrigerantes não devem ser consumidos como substitutos de água, pois os mesmo possuem açúcar.[33]
  • O consumo excessivo pode ocasionar problemas de saúde.[34]
  • Para crianças, as bebidas devem ser servidas em copos plásticos ou de papel, evitando assim, incidentes.[32]
  • Qualquer alteração no produto deve ser comunicada ao fabricante.
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Diet, Light ou Zero?




Diet

Um refrigerante Diet possui ausência total de alguma substância em sua fórmula.[35]

Ex: açúcar que os diabéticos não podem consumir.

Light

Um refrigerante Light, por sua vez, possui redução mínima de 25% de alguma substância em sua fórmula.[35]

Ex.: sódio, açúcar entre outros.

Zero

O termo Zero é, na verdade, um padrão que indica ausência de açúcar.[35]


Texto com Base no wik e sad

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